O Tantra Vajrayana


  • Vajrayana, ou Budismo Tântrico, foi descrito no século passado como a parte mais atrasada no desenvolvimento e na evolução do pensamento budista, na visão de pensadores ocidentais. Na época, entendiam o budismo mais conhecido (Theravada, etc.), vendo o Buda como o Cristo do Leste que ensina uma mensagem essencialmente moral, mas quando confrontado com um sistema de conhecimento e de prática que engloba todos os elementos mágicos e ocultos que o racionalismo ocidental tinha rejeitado havia séculos, poderia somente explicá-lo como algo degenerado dos ensinamentos.
    Certamente, se alguma coisa restou da invasão e da opressão Chinesa sobre o povo tibetano, foi que esse país exilou, tanto na Índia quanto nos países ocidentais, Lamas (professores) tibetanos, e incentivou-os a espalhar sua tradição entre leigos e estudiosos. O tantra Vajrayana diverge muito do tantra indiano. A prática de Vajrayana manipula a força vital com a mente, a concentração e a visualização de deidades.
    Em seu livro "
    Magic and Mystery in Tibet", a escritora Alexandra David-Neel, popularizou histórias dos iogues tibetanos que, no meio do inverno, secam folhas geladas com seus corpos despidos. Gestos e posturas simbólicas, amor e paixão na arte budista tântrica, o "Bardo" ou estado intermediário, tudo visto por leigos como mantra secreto.
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    Prece para Chagdud Tulku Rinpoche

  • KON TCHOG TSA SUM DE SHEG KUN DU PA UANG DRAG RIG DZIN PED MA DJIN LAB TCHIE Pelas bênçãos do poderoso Vidiadara Pema, em quem os sugatas das Três Jóias e Três Raízes se unem,

  • PED MA GAR DJI UANG TCHUG TRUL PE KU NIUR DJON TEM DRO DON TCHEN DZED DU SOL Possa a emanação de Pema Gardji Uangtchug rapidamente surgir e trazer vasto benefício aos ensinamentos e seres!
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    Reino da Terra Pura

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  • Cada evento mental é como uma miragem, sem correspondência com a realidade objetiva. Os eventos mentais - lembranças que nos torturam, pensamentos que nos perturbam, imagens que nos assustam - só afetam a mente porque nos agarramos a eles como reais. Em vez disso, pratique a consideração dos eventos mentais como meros aparecimentos e, assim, não existirá uma base sobre a qual as aflições mentais possam surgir.
    Padmasambhava resume a prática de viver como se você fosse um ser ilusório, enfatizando qua a maior corrosão à armadura da prática do Dharma é a incerteza sobre as oito preocupações mundanas:

  • Buscar as aquisições materiais e evitar sua perda, buscar os estímulos prazerosos e evitar os desagradáveis, buscar o elogio e evitar a culpa e manter a boa reputação e evitar a má.
    O indicador de um praticante experiente no Dharma é a equalização dessas oito preocupações mundanas.
    Ao mesmo tempo estamos preocupados com as oito preocupações mundanas pensando: "Não ganhei dinheiro como merecia... Foi tudo culpa minha..." E assim por diante. Após um tempo nós morremos. Perdemos nossa oportunidade de aproveitar a benção dos budas. A visão da prática do corpo puro ilusório é que os budas estão sempre tentando atrair nossa atenção e nos levar para a iluminação. Falhamos ao não prestar atenção.

  • O samsara nunca se esgota. Poderiamos estar num caminho mais rápido para a iluminação. É melhor aproveitar agora. Na tradição budista tibetana, é dito que quando aqueles que purificam sua mente olham para seu ambiente, eles vêem um Reino Puro, um domínio que não é outro senão a criação da mente dos budas. Uma crença budista é que é possível renascer em um reino que é uma fantasia da imaginação do Buda, onde se pode continuar a praticar o dharma e atingir a iluminação. Se vc suspeita que não conseguirá a iluminação nesta vida, a crença dos Reinos Puros fornece uma rede segura bem atraente.
    Fontes: "Ensinamentos do Bragavad Gita" Ram Dass, "Budismo com atitude" Alan Wallace, "Quando tudo se desfaz" Pema Chodrön.Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

  • Um pouco de leitura

  • Budismo com atitude.
    Um relato intenso e inspirador daquilo que a prática budista é capaz de transmitir em termos de uma legítima mudança interior. O treinamento descrito neste livro mostra como é possível realizar transformações utilizando o material bruto da vida.


  • O homem, o monge, o místico.
    Descreve a história de um dos maiores líderes espirituais da atualidade, Chhya cuidadosamente apresenta ao leitor diversos pontos de vista sobre o conflito Tibete-China ao mesmo tempo em que decreve o perfil de uma das maiores autoridade do Budismo tibetano.

  • O Senhor da Dança
    O livro conta a história de Rinpoche em suas próprias palavras. A aventura começa na região oriental do Tibete, onde o mestre nasceu, passa por um campo de refugiados na Índia após a invasão chinesa, vai aos EUA e termina em Três Coroas, onde o mestre fundou o Centro Budista Chagdud Gonpa Khadro Ling e ergueu o primeiro templo em estilo tibetano da América Latina.

  • Portões da Prática Budista.
    Em uma linguagem clara e direta o livro entremeia histórias da terra natal do Rinpoche, o Tibete, com um passo-a-passo dos fundamentos e essência do Budismo Vajrayana. S.E. Chagdud Tulku Rinpoche fala aqui do porquê sofremos e de como podemos lidar com as causas do sofrimento para criar liberdade definitiva para nós mesmos e para os outros.


  • Comentários sobre o Ngondro.
  • Neste precioso livro estão reunidas não só instruções de práticas preliminares do budismo tibetano Vajrayana, como também uma rica explanação dos fundamentos da doutrina budista tibetana. Aconselhado para todos que gostariam de começar a explorar com um pouco mais de profundidade essa jóia que é o ensinamento budista.

  • Comentários sobre P'howa
    Phowa é um método Budista Vajrayana por meio do qual a consciência de uma pessoa é intencionalmente transferida para um reino puro no momento da morte. Nesse livro, Chagdud Khadro explica o processo da morte, os passos envolvidos no treinamento de Phowa baseados no texto de tesouro oculto do mestre de meditação Rigdzin Longsal Nyngpo, os meios de se realizar Phowa no momento da morte, tanto para si como para os outros.


  • O Refúgio Budista

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  • "Tomar refúgio é o fundamento do caminho e de todos os votos. Ele distingue os buddhistas dos não-buddhistas, fornecendo-nos a proteção de todos os deuses e humanos. Ele nos faz atingir a acumulação de todas as coisas boas e auspiciosas nesta vida e nas futuras. Devemos depositar nossas mentes com as Três Jóias do refúgio: Buddha, o professor; Dharma, o protetor; e Sangha, o libertador. Quando tomar refúgio, não se iluda simplesmente falando enfaticamente as palavras, mas sim desenvolva uma confiança real nos objetos de refúgio. Então, cuidadosamente guarde todos os compromissos do refúgio".
    Jamyang Khyentse Chökyi Lodrö
  • "Para entrar para o Budismo, nós devemos tomar o Buda, o Dharma e a Sangha como nosso refúgio final ou como nossos protetores contra a tempestade de sofrimento que estamos experimentando desde tempos sem princípio.
    Se houvesse alguém que não tivesse faltas, e com todas as boas qualidades, nós deveríamos tomar refúgio nessa pessoa. Portanto, devemos examinar as qualidades de um buda. Resumindo, o buda é alguém que abandonou todos os objetos de abandono, que são todas as emoções e ações etc. O buda também aperfeiçoado grande compaixão, bondade amorosa, a mente da iluminação, a sabedoria, habilidade e poder. Em razão disso, um buda é capaz de nos ajudar a nos liberarmos dos problemas e do sofrimento. Por esse motivo, o Buda é um dos principais objetos de refúgio. Por isso, o Dharma ensinado pelo Buda e pela Sangha dos discípulos de seus Arya também são merecedores de que tomemos refúgio neles".
  • Fonte: Abade Acharya Geshe Jampa Gyatso

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    A energia do Tantra

  • Na tradição Tântrica a energia é descrita em cinco categorias básicas ou Famílias de Buda: Vajra, Ratna, Padma, Karma e Buda.
    Cada família búdica tem uma emoção que lhe é associada o aspecto da mente desperta. As fámilias budicas também estão associadas a cores, elementos, paisagens, direções, estações e a qualquer outro aspecto do mundofenomenal.

  • Vajra é associado á cólera, a qual é transmutada em Sabedoria semelhante ao espelho. Vajra também é associado ao elemento água. A água turva, turbulenta, simboliza a natureza defensiva e agressiva da cólera. Vajra é a cor branca, está ligada ao Leste, à aurora, ao inverno.
  • Ratna é associado ao orgulho e à terra - solidez, montanhas, pirâmides, edifícios. "Estou seguro. Sou o que sou". É um modo muito orgulhoso de olharmos para nós mesmos. Estamos sempre erguendo defesas, construindo uma fortaleza. Ratna relaciona-se com o Sul e o outono, a fertilidade, a rigueza no sentido de generosidade contínua. Possue a caracteristica de doação. De cor amarela, está ligada aos raios do Sol. Onde Vajra se associa ao cristal, Ratna é ouro, âmbar, açafrão. Ratna é muito madura e terrena, como árvora que cai ao chão e começa a apodrecer, cobrindo-se de cogumelos, enriquecida pelas ervas que crescem em seu redor.
  • Padma está ligada a qualidade ganaciosa de possuir. O instinto para a união, a paixão, o desejo de ser "um" com alguma coisa. Podemos querer algo mais do que podemos ter. Padma liga-se ao Oeste e a cor vermelha, ligada ao elemento fogo. No estado confuso o fogo não discrimina entre as coisas que agarra, gueima e destrói.
    Padma se relaciona com a primavera, mais ligado à arte do que a ciência ou as coisas práticas.
  • Karma é associado à emoção da inveja, do ciúme e ao elemento vento.Irritam-nos as realizações dos outros. Sentimos que ficamos para trás e não suportamos ver que nos ultrapassam. Esse medo, essa falta de confiança em nós mesmos, está ligado ao elemento vento. Karma sugere verão do Norte. É sua eficiência que o liga a essa estação, pois é no verão que todas as coisas são ativas, crescem, executam suas funções. A cor de Karma é o verde dos vegetais e das relvas, da energia crescente.
  • Buda está associado ao torpor e tem uma caracteristica onipenetrante porque contém e acompanha todo o resto das emoções. A sabedoria ligada a Buda é a do espaço Oniabrangente. A qualidade do embotamento, que tudo impregna. Buda é a base ou "solo básico". É o meio ou o oxigênio que faculta o funcionamento dos outros elementos. Possui uma qualidade calma, sólida. Buda esta ligado a cor azul, a fresca e espaçosa qualidade do céu.
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    Tara Vermelha

  • Tara é o aspécto feminino de Buda, todas as divindades femininas são inseparáveis dela. A linhagem de Tara Vermelha praticada e ensinada sob a orientação de Chagdud Tulku Rinpoche, começos na mente de Buda Amitabha. De Amitabha foi passado para Avalokiteshvara e dai para uma emanação da própria Tara. De tara foi para um renomado mestre indiano budista, Nagarjuna e depois para Padmasambhava, o grande mestre budista que levou o budismo vajrayana para o Tibet.
    Padmasambhava deu esse ensinamento ao filho do rei tibetano T'hrisrong Detzan. Sua consorte de sabedoria, Yeshe Tsogyal, quardou esse tesouro para ser descoberto tempos mais tarde.O tesouro de Tara Vermelha foi descoberto e codificado mais de mil anos depois de Padmasambhava, por Apong Terton um grande lama Nyngmapa. Esse ritual de mandala ficou conhecido como "Essencia Realizadora de Desejos". Tempos mais tarde foi passado para Chagdud Rinpoche que ensinou a prática no Tibet até se mudar para os Estados Unidos em 1980.
  • Sua mão direita está no mudra de suprema generosidade segurando um vaso vermelho apoiado em seu joelho. A mão esquerda esta elevada na altura do coração com o polegar e o indicador segurando o caule de uma flor utpala vermelha e azul. Ela esta adornada com sedas flutuantes nas cores verde e azul, com ornamentos de ouro e jóias, uma tiara de ouro e uma caracterista em todas as taras: sentada com a sua perna direita levemente extendida para a frente, e a esquerda recolhida. Em um disco de lua e um assento de lotus multi-colorido, ela se senta rodeada por uma paisagem verdejante...

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    A gentileza de todos

  • O Dharma pode ser difícil, mas não é impossível. O propósito do dharma é cultivar um bom coração, e o objetivo é estabelecer a continuidade da prática nesta vida e depois dela.
    No budismo, o egocentrismo é compreendido como uma forma de ignorância e a centralidade em si é a ignorância em ação.
    Shantideva perguntou a si mesmo: "Como posso apreciar o ciclo da existência quando inimigos constantes e duradouros, que são a única causa das correntes e das inundações de adversidades, habitam destemidamente em meu coração?"
    A única solução é purificar a mente para que elas não nos torturem mais.
    Uma prática é sobre a gentileza dos outros, que é dividida em duas categorias: pessoas de quem gostamos e pessoas de quem não gostamos. Meditar sobre a gentileza dos outros não é difícil, se estiver relacionado a pessoas queridas.
    Meditar sobre a gentileza das pessoas de quem não gostamos é mais difícil.
  • Qual a gentileza de uma pessoa de quem não gostamos?
    Na visão budista, carregamos em nós as fontes do nosso próprio sofrimento. A pessoa que é arrogante, dominadora, desatenciosa ou manipuladora será a primeira a sofrer destas aflições. Uma pessoa desagradável cuja natureza de buda é obscurecida, é um excelente alvo pra o tonglen. Pessoas assim nos fornecem - intencionalmente ou não - oportunidades para cultivar a paciência e a compaixão, duas das virtudes indispensáveis no caminho para a iluminação.
    Os humanos possuem um espectro de expêriencia que nenhum outro ser senciente tem. Da alegria à miséria, tudo está no reino humano. Os deuses devem desfrutar de uma alegria maior e de poderes maiores, mas estão encerrados nas experiências de felicidade e prazer, o que limita seu potencial para a maturação espiritual.
    A maior oportunidade para desenvolver a compaixão é o presente que as pessoas desagrádaveis nos dão de aprofundar a compreensão, de abrir nosso coração e de abraçar todos os seres sencientes.

  • Devemos atravesar a vida com um sentido de gratidão em relação a todos, incluindo as pessoas desagradáveis, isto será suficiente.
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  • Carta de instruções

    Para meus amigos e família, instruções
    para o momento de minha morte:

  • O processo da morte traz de volta, fortemente, a constatação de que, tão certamente quanto nós nos reunimos, devemos nos separar, e o tempo entre esses dois momentos é muito breve.
    Para onde vou não posso realmente retornar da mesma forma. A morte pode ser uma profunda oportunidade espiritual. Meu treinamento nos últimos anos tem sido no Budismo Vajrayana Tibetano. Os mestres dessa tradição deixaram descrições claras do que ocorre na morte e quais as habilidades de metidação necessárias para se ajustar à transição da morte. Estou aprendendo uma técnica chamada P'howa ou transferência de consciência na hora da morte. P'howa não envolve nenhum ritual estravagante e não toma mais do que poucas horas.
    Os meus amigos Budistas ou não que estiverem comigo na hora da minha morte física, peço que me ajudem para realizar o pequeno ritual, devem me ajudar para que tudo ocorra no propósito de direcionar a consciência a partir do topo da cabeça com algumas leves pancadas. A seguir está uma pequena lista de instruções.

    1- Por favor, avisem meu Lama e amigos do Dharma a tempo, para que possam estar presentes antes da minha morte.
    2- Na aproximação da morte, por favor, não toquem o meu corpo, particularmente, minhas mãos e pés, porque o contato mesmo amigo pode atrair a minha atenção para baixo quando toda a minha atenção deve estar no topo da minha cabeça.
    3- Se nenhum praticante Vajra estiver presente, dêem pequenas batidinhas no topo da minha cabeça à distância de oito dedos da linha onde começa a nascer o cabelo.
    4- Meu corpo não deve ser manuseado até o término da prática de P'howa. Alguns sinais acontecem quando a transferência é bem-sucedida. Meu corpo deve ser cremado, e minhas cinzas gostaria que fossem usadas junto com argila para fazer pequenas imagens sagradas do Buda Amithaba.
    5- Sou doador de órgãos e o o P'howa já deve ter sido realizado antes que venham colhê-los.
    6- Se o ritual não for bem-sucedido, minha consciência pode ficar alojada no meu corpo por 3 dias e 3 noites. Não devo ser enterrado ou cremado até que minha consciência tenha saído - um lama poderá atestar isso.
  • Que tudo ocorra como aqui relato. Esse é meu maior desejo.
    Muito obrigado por tudo que fizerem. Sei que se requer um pouco de tolerância pela minha fé espiritual sendo ela diferente, nem melhor nem maior que a fé de outras pessoas.

  • No Dharma, Paulo Figueiredo - 04/06/2007

    Para contato urgente: Pema Tzewang-Luciana Rodrigues-32330077 ou 98231845 - http://dakinilounge.blogspot.com/

    (do original em inglês: P'howa commentary)

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